Vou fazer um resumo do que rolou, por que como no geral foi muito superficial não tenho muitoque falar.
Marcos Caetano do Unibanco começa o evento falando sobre qual o objetivo do Unibanco ao entrar no SL afirmando que não havia maior objetivo do que “estar lá” para continuar alinhado com a postura do banco de pioneirismo, assim como no serviço de banco por telefone no 30 horas etc. Frizou que o investimento para uma ação como essa (dezenas de milhares de reais, como ele mesmo disse) é irrisório para uma empresa do porte do Unibanco e o potencial latente da ferramenta é muito maior do este valor, considerando que se tem mais prejuízo não apostando em novos canais do que, investindo e não tendo retorno, citou o que teria acontecido se tivesse desistido do banco 30 horas quando disseram, “mas niguem usa banco por telefone”. Do mais a palestra não passou de um incentivo ao “me too” em novas mídias, com um certo embasamento. Um ponto de discordância entre o discurso e a realidade foi o comentário “o celular será um ponto de convergência de comunicação, com internet, filmes, e-mail, etc”, isso enquanto eu twittava sobre a palestra dele, aí pensei com meus botões, acho que ele está um pouco desinformado usando a palavra “será, ou ele acha que estou usando uma versão Beta do N95?
Na sequência Elaine Coimbra da Foster começou a sua apresentação perguntando quem era residente do SL, o único que levantou a mão fui eu. Aí a minha impressão de que eu estava no lugar errado se confirmou. Eu já estava desconfiado por ser o único homem que não estava de terno :). A apresentação dela foi bem confusa, com gaguejos a rodo, fecha PPT mostra Vídeo, abre PPT de novo, num esquema bem mambembe que deu pouca credibilidade, ao meu ver. Depois começou com cases como o do U2, Anshe Chung, Adidas e afins, nada novo, pelo menos pra mim, mas quem estava lá parecia ver isso pela primeira vez.
Coffee, com uns lanchinhos de presunto parma, vários docinhos apetitosos e morangos frescos com chocolate, que até aquele momento tinha sido a melhor parte do evento.
Começa a palestra do Gil Giardelli da Permission, que começou bem com algumas conclusões mais contundentes sobre o SL, dizendo que tudo lá era vazio, que o show do U2 é um case do SL mas tinham 12 pessoas lá e que a impressão de todos que entram é de que é um lugar abandonado, e não está nada errado. Pra mim a melhor participação do evento, que apesar de ter desencorajado alguma empresas a entrar no SL, ensinou que se vai entrar entra direito, que entrar por entrar é jogar dinheiro no mato. Fechou com o vídeo “Prometeus” (abaixo), que apesar de repeteco ainda gosto muito.
O engraçado é perceber que no geral a grande maioria das pessoas envolvidas com internet nos clientes é completamente desinformada sobre a mesma. Um cidadão (do Bradesco) falou que ouviu muito falardessa web 2.0 mas ainda não viu diferença nenhuma na internet dele. Ou seja, as pessoas que estavam num evento de Second Life, mal compreendem o conceito de Web 2.0, o que mostra o gigantesco abismo que separa a teoria da prática nesses casos. O maior passo a tomar em relação aos clientes nesse momento de mudanças bruscas é a catequese. Colocar cliente em evento como o Intercom, fazê-lo ler sobre novas tecnologias, novas mídias, web 2.0. Ou seja, fazê-lo entender do que você está falando com um empurrãozinho, é claro.