Archive for the ‘Tecnologia’ Category

Twitter como ferramenta de desinformação.

Terça-feira, Maio 20th, 2008

Ontem um incidente envolvendo o Twitter me fez refletir sobre o impacto que as redes sociais podem ter na vida das pessoas, assim como os riscos que corremos ao disponibilizar informações pessoais nelas.Para resumir o incidente, o que aconteceu foi que uma amiga minha twitou sobre seu trabalho de conclusão de curso da PUC, denominado PIC – Projeto Integrado de Comunicação, que foi confundido com o PIC, um produto do banco. Nesse momento um outro Twitteiro pegou essa informação e usou como exemplo do que não Twittar num e-mail, que foi enviado internamente dentro de sua agência. Esse e-mail interno vazou e chegou ao conhecimento da diretoria da agencia onde essa minha amiga trabalha, agência essa que atende o citado Itaú. Pois bem, já podemos imaginar o tamanho da confusão que isso pode causar, e todas as implicações que isso tem sobre a imagem profissional dessa minha amiga. Mas agora vamos às questões filosóficas.

Concordo que seja anti-ético fazer reclamações sobre seus clientes no twitter, afinal trata-se de um site público. Mas até que ponto também não é anti-ético utilizar como case de anti-profissionalismo uma pessoa, num e-mail interno, sem que essa tivesse sequer a possibilidade de se defender? Será que o fato de você postar alguma opinião pessoal sua num site mesmo que público como o Twitter dá direito das pessoas usarem isso contra você de forma tão desleal quanto essa? O que agrava tudo nesse caso é que além de tudo nessa situação o que houve foi um engano, e os produtos PIC de um banco e PIC – Projeto Integrado de Comunicação foram confundidos, o que distorceu ainda mais a visão sobre a pessoa que escreveu.

No caso outra questão que me veio à cabeça é, no caso de citar um exemplo de anti-case do que não se deve fazer na internet é necessário citar o nome da pessoa com o único intuito de apontá-la como um mal profissional. Não seria o suficiente citar o teor do post sem citar o nome da pessoa, ainda mais no caso de não se ter certeza sobre qual assunto essa pessoa falava?

Acho que o tal e-mail sobre os cuidados que devemos ter com o que twitamos deve se estender aos cuidados que devemos ter com o que mandamos por e-mail, pois houve muito menos coerência e responsabilidade no envio desse e-mail do que na pobre twitada descompromissada da minha amiga.

Por tanto pessoal acho que temos que ter uma mínima noção dos nossos atos nas redes sociais e encararmos o que aqui dizemos com um mínimo de responsabilidade, mas sem esquecer que e-mails também são uma ferramenta de socialização e que o que lá é dito pode tomar proporções muito maiores do que as esperadas.

Espero que essa minha amiga não sofra nenhuma punição em função desse ocorrido, e que essa história não chegue aos ouvidos do cliente, já que essa grande trapalhada poderia causar sérios danos à imagem da agencia na qual a minha amiga trabalha. No caso, pra termos noção da proporção que as coisas podem tomar, a pessoa prejudicada pode acionar judicialmente quem a atacou não só por danos morais, mas também por injúria, calúnia e difamação e, no caso de perder o emprego, isso se extenderia também à danos materiais, o que resultaria em uma multa para quem enviou o e-mail e até para a agência para a qual essa pessoa trabalha. Só para lembrar, estes crimes estão previstos no Código Penal e dão prisão. E neste caso temos ainda um agravante. Como o meio pelo qual este e-mail foi enviado facilita a divulgação da calúnia, injúria e difamação, a pena aumenta em um terço.

Por isso, mais cuidado com o que postamos, mais cuidado com o que mandamos por e-mail, e mais prudência ainda na apuração dos fatos antes de usarmos nomes como exemplos. A internet não é uma terra sem lei.

José Mirosmar de Camargo Luciano e o ringtone do Mario

Terça-feira, Maio 6th, 2008

Pois é, junto com a fama do nosso célebre cidadão, fã número 1 da dupla Zezé di Camargo e Luciano, veio a fama do ringtone do Mario. Então como muita gente tem pedido o dito toque para celular vou postar aqui não só ele como alguns outros que acho de extrema valia para a vida de pessoas serelepes como eu. São eles:

Como eu recebo muitos ringtones toscos vou tentar fazer um apanhado deles e disponibilizar aqui de tempos em tempos.

Pra quem não teve o prazer de ver o vídeo de José Mirosmar de Camargo Luciano segue o vídeo.

Coisas que tenho usado

Quarta-feira, Abril 9th, 2008

Hoje resolvi fazer um post diferente com um mix de aplicações que tenho usado. Não há uma coerência entre elas e nem fazem parte de um mesmo grupo de aplicações e mesmo que todos não sirvam pra todo mundo, algum vai servir pra alguém. :)

O primeiro deles é o Twhirl , um cliente para Twitter sensacional desenvolvido em Adobe Air com um visual fantástico um layout ultra bem resolvido intuitivo. Ele tem várias funcionalidades legais como ser multi user, ou seja vc pode acompanhar mais de uma conta do Twitter ao mesmo tempo, o que é ótimo para quem está acompanhando alguma ação envolvendo o Twitter, posta ao mesmo tempo no Pownce e no Jaiku, posta imagens direto para o TwitPic, faz abreviação de URL antes do post ser enviado, cria links automáticos para tags que usam o #, acompanha respostas para o @seunome mesmo que você não siga a pessoa além de fazer um refresh automático avisando quando chegaram novas mensagens. Ou seja ele tem tudo que o Twitter devia ter e não tem, então baixe e use e tenha uma experiência muito mais agradável com o Twitter.

Twhirl

Outro trem muito do legal e útil pra dedéu é o PicLens, um add-on para Firefox para facilitar a navegação em galerias de imagens. A interface é muito intuitiva e acho que com certeza está aí representando uma onda de novas interfaces para a navegação web. Uma prova viva de que o padrão de “páginas” começa a ser quebrado e novos tipos de interação começam a ganhar força por sua usabilidade. Apesar de ainda estar em desenvolvimento é uma ótima ferramenta de busca de fotos, mesmo e eu sentindo falta de uma forma de salvar as imagens direto dele, ou pra alegria do mundo uma forma de selecionar várias imagens de uma galeria e depois salvá-las todas de uma vez.

Um serviço também muito bacanéts é o RescueTime. Basicamente ele serve para controlar o como você usa seu tempo, e o quão produtivo você é e onde estão os maiores pontos de dispersão de sua atenção. Ele faz um tracking de todos os sites que você acessa e dos programas que usa, e por meio de tags que você mesmo declara ele organiza o uso do seu tempo pelo uso de gráficos e tabelas. Não sei qual a real influência que isso pode ter sobre o meu trabalho, mas serve ao menos para que eu tenha uma idéia de quanto tempo estou “perdendo” efetivamente, e talvez isso me convença de uma mudança de postura. O legal é que ele comparar o seu comportamento e sugere mudanças simples que podem colaborar para que sua produtividade aumente, e seu uso muito simples também, vale a pena testar.

Para finalizar, venho por meio desta confessar, i’m Google addicted. Sim, eu hoje sou 60% dependente dos serviços do Google para boa parte das minhas funções vitais. Uso o Calendar ou Agenda pra controlar meus compromissos e como sou usuário TIM posso desfrutar da comodidade de receber gratuitamente os avisos por SMS. Além disso no meu apartamento estamos usando o Calendar para controlar as contas a datas de pagamento da empregada e tudo mais, por que você pode compartilhar os seus compromissos com quem também tem uma conta Google. Uso o Docs para montar planilhas e documentos de texto onde quer q eu esteja, além de organizar lá algumas senhas de serviços que assino, FTP do site de clientes etc. Além do reader que é o melhor leitor de RSS que eu já usei. Se você usa o Bloglines mude para o Google Reader e viva uma nova era. :) Fora o Gmail que não é necessário nenhum adendo. Pra unificar tudo isso uso o iGoogle como agregador de todos esses serviços e deixo tudo organizado e à mão sempre.

Bom isso é um resumo do que tem feito minha vida mais prática produtiva e divertida espero que algum dos serviços e aplicativos sirva pra alguns dos meus leitores, que são poucos, mas que são acompanhados de perto pelo Analytics devidamente instalado no blog. Até.

Proxxima para quem não foi

Quinta-feira, Março 13th, 2008

Proxxima para quem não foi

Pois é pessoal, o Proxxima chegou ao fim, mas as discussões, acho que só começaram. Muitos dos painéis foram bacanas, outros choveram no molhado, alguns anunciaram o apocalipse, outros enfatizaram o admirável mundo novo, mas o que ficou pra contar foi o seguinte:
Twitei como um louco, portanto quem quiser ler uma retrospectiva do que eu estava pensando no momento em que assistia às palestras basta acessar o meu twitter. Se você é um cara muito paciente, mas muito mesmo, vale também acompanhar o que foi dito por todos que estavam por lá e twitaram usando a tag #proxxima, e tudo que foi dito na paródia #anteriorr também.

Indiscutivelmente o painel que mais gostei foi o último de quarta-feira sobre Punk Marketing. Parecia uma reunião com um bom diretor de criação incentivando a criatividade. Foi quase uma palestra motivacional de como pensar e agir diferente, e os benefícios que isso acarreta. Richard Laemer fala bem, com uma dinâmica legal, com empolgação e clareza, o que acredito que tenha colaborado para que alguns clientes cogitassem a hipótese de pensar um pouquinho mais fora da caixa.

O painel mais polêmico, e que acredito que ainda vai render muitas blogadas por aí, foi é claro, “O fenômeno dos blogs - Chegou a hora de virar mídia?”. Foram criadas mais dúvidas do que respostas, os blogueiros mostraram uma heterogeneidade de opiniões muito grande, e deixaram claro que como “homens de negócios” estão completamente despreparados para receber publicidade, seja ela paga ou não.

O problema maior aqui é a não distinção entre blogueiro e homem de negócios. Um bom jornalista não precisa saber negociar mídia, nem planejar uma estratégia de viralização, nem ter idéias para formatos inovadores, mas ele precisa saber para qual público está falando e qual a melhor linguagem a ser utilizada.
Na tentativa de transformar Blogs em mídia, o especialista no assunto tratado, é obrigado a se transformar num negociador, a coisa perde o foco, e blogueiro sai se vendendo por uma George Formam Grill, e prostituindo por pouco, muito pouco, toda uma classe de pessoas bem intencionadas.

Outro grande erro na transformação dos blogs em mídia é o formato adotado. O blog é a voz de uma pessoa, que fala com milhares de outras, colocar palavras na boca dessa pessoa é como pedir pro seu amigo chavecar a gostosa da balada por você, a coisa fica fake, soa vazia como o Faustão anunciando empréstimo pessoal da Fininvest durante o programa. É complicado imaginar como usar os Blogs como mídia, por que o formato utilizado para essa comunicação não é adaptado ao meio, destoando daquilo que é proposto, passando a falsa impressão de que comunicar de maneira convencional num meio não tradicional já é uma forma de inovação.

Blog é sim uma mídia, dentre tantas outras presentes em redes sociais, que devem ser exploradas levando em considerações suas peculiaridades e os públicos interessados. Os blogueiros em sua maioria não conseguem entender que eles são uma pequena parcela de tudo aquilo que é possível ser feito em redes sociais, e acreditam que um dia vão substituir a mídia convencional, como se eles fossem a resposta pra todos os males da comunicação digital. Um mix de comunicação descente deve envolver os Blogs, é claro, mas não se resumir a eles, assim como não é possível hoje fazer uma campanha apenas usando guerrilha, sem que esta seja aliada a uma boa assessoria de imprensa, e um belo vídeo no YouTube.

Pra finalizar gostaria de deixar aqui o recado para os blogueiros: se vocês pretendem tornarem-se uma mídia relevante aprendam sobre publicidade, planejamento estratégico e administração, e parem de olhar apenas para os próprios umbigos e seus rankings no BlogBlogs. Vocês estão se alienando, acreditando num mundo de fantasia que só existe para vocês e repetindo os mesmos erros que a grande mídia comete. Nós publicitários respeitamos a sua capacidade de interagir com seus públicos específicos, respeitem a nossa de entender como interagir entre cliente e veículo, pois é o que fazemos para viver.

E uma dica, se você quer fazer dinheiro com seu blog, venda o KnowHow sobre o público do seu blog, seja um consultor, mas não venda o seu blog, pois com isso você vende o seu caráter junto.

Para saber mais opiniões leia:
Mais do mesmo por Jeff Paiva
O Fenômeno dos Blogs no Blog de Guerrilha

Brincar com física é Phun!

Quinta-feira, Fevereiro 21st, 2008

Um “jogo” pra ser divertido precisa de objetivos?

Lembrei de um artigo no Blog Secondlife da Superinteressante sobre a questão, o que me fez recordar também de Line Rider que em sí não é um jogo, mas um engine em flash que te deixa brincar com o esquiador, sem pontuação, sem fim, sem nada.

Pois mesmo assim brinquei por horas naquilo, e voltei a brincar outros dias. Depois descobri que haviam milhares de vídeos postados no Youtube, e fiquei aliviado de ver que eu não era o único boçal a me divertir tanto com uma coisa tão simples.

Eis que hoje vejo agora pouco um post no BoingBoing sobre uma aplicação desenvolvida pelo estudante sueco Emil Ernerfeldt, que nada mais é do que um parque de diversões de interações físicas extremamente bem feito e que pode ser baixado gratuitamente aqui. Abaixo confira um vídeo do funcionamento do programa.

Pois bem, instalei na minha máquina e após alguns minutos aprendendo como mexer percebi que isso pode ser ainda mais viciante que Line Rider. E aí fiquei encafifado: qual a graça disso? O que faz desse tipo de coisa tão divertido? Acho que a resposta que me parece mais coerente é: diversificação e interatividade.

Acho que esses são os grandes pontos que deveriam estar em todo o projeto que tem por objetivo entreter, o que parece bem coerente, por que nada melhor do que algo que não seja repetitivo nem óbvio, que te dê a oportunidade de alterar parâmetros, fazer escolhas e acompanhar rapidamente as mudanças que isso proporciona. Isso é o que faz de algumas coisas simples tão divertidas e outras complexas um pé nas partes.

Ilha da FIAT no SecondLife tem reconhecimento internacional.

Quarta-feira, Fevereiro 20th, 2008

Um momento com “Jabá Mode ON”, mas não pude deixar de ficar feliz com o reconhecimento do trabalho feito para FIAT em parceria com a Agência Click.

A parte da ilha pela qual fui respónsável, a linha de prodção, foi um dos trabalhos mais prazerosos com que eu lidei nos ultimos tempos. Não sei se pelo espirito desbravador, ou se por que eu realmente sou um intusiasta da plataforma, mas o fato é que quando se faz um trabalho com paixão, aliado a um cliente fantástico, com espirito de inovação, ao lado da maior agência interativa do país, independente da plataforma, desacreditada ou não, fadada à morte ou não o resultado é um trabalho do qual se pode ter orgulho.

O site New World Notes publicou no dia 18/02 uma matéria sobre a ilha o que me deixou ainda mais feliz. A ilha foi achada primeiramente pela Vint Falken uma residente que comenta sobre moda e lugares para se visitar no SL. Segue abaixo o vídeo produzido por ela para mostrar as fases da montagem do FIAT Punto.

Eu pretendo fazer um vídeo mostrando as 3 ilhas, o que já deveria ter feito à tempos, mas até que eu o faça fica aqui o registro.

Update: Agradecimentos especiais ao Jeff  que tornou minha participação possível, A galera de SecondLife da Click Lalai, Fabrício, Ricardo, e meus parceiros de SL: Guilherme Prates  e Rafael Lemos. É nóis cambada.

A TV digital interativa começa na web.

Segunda-feira, Fevereiro 11th, 2008

Recentemente fui surpreendido por alguns posts interessantes de blogs comentando sobre iniciativas interativas para videoclipes. Hoje pela manhã a Luli, me passou esse link http://www.takethisdance.com/ (via No Ventilador), e ontem mesmo eu estava lendo o post Enloucrescendo sobre o Arcade Fire, que tem explorado as possibilidades interativas de clipes na web. Com essa onda de interatividade também lembrei de um projeto antigo chamado Astronaut feito com a API do Flickr.

O ponto interessante desses projetos é que a interatividade muitas vezes pode agregar ao conceito, não como um simples efeito, mas sim personalizando o conteúdo para que aquele vídeo faça ainda mais sentido para quem o assiste.

Ou seja, quando pessoas dizem que com a TV digital você vai poder mudar a câmera de posição, ou que vai poder mudar a legenda, ou que vai poder pausar a câmera de dar um giro 360 pela cena, nada disso pra mim parece mais relevante do que ver um clipe onde as fotos têm, de alguma forma, uma ligação com você. Ou suas fotos do Orkut ou do Flickr ou sei lá de mais onde.

O fato é que a grande quantidade de informação sobre nós que deixamos disponível na web pode ser usada de forma inteligente para produzir conteúdo personalizado até mesmo em clipes que veremos em nossas TVs. Sei que isso ainda não está tão próximo quanto outras funcionalidades, mas que um dia isso chega, chega.

Vale conferir além dois links no rodapé da meteria do Enloucrescendo o site do CD Néon Bible do Arcade Fire.

A grande diferença entre o YouTube e o Google Video.

Domingo, Janeiro 27th, 2008

Há algum tempo, quando o Google comprou o YouTube eu pensei, logo o Google Video vai sumir, até pela diferença de popularidade entre as plataformas. O tempo foi passando o Google Video continuando e como todas as porcarias que me passavam o link, eu também encontrava no YouTube esqueci do pobre. Eis que resolvi assinar o RSS dos mais assistidos dos dois, pois não custava nada ver qual era a diferença dos públicos das plataformas.

O YouTube por ter uma popularidade maior por aqui, acaba sendo alvo de virais e diversas porcarias muitas vezes difundidas por brasileiros como os Jeremias da vida, Ruth Lemos e afins, os quais não tenho nada contra, e acho perfeitamente aceitável que tal tipo de bizarrice continue ocupando parte dos meus dias.

A grande diferença, entretanto, é o limite de duração dos filmes que podem ser enviados, que no YT é de 10 min., e no GV não existe. Tal diferença acaba se refletindo diretamente no conteúdo postado. Na lista de vídeos mais assistidos do GV não é difícil encontrar documentários com horas de duração, filmes inteiros, produções independentes, curtas, etc.

Por esse motivo hoje em dia passo muito mais tempo garimpando coisas no GV do que no YT, e tenho tirado mais proveito disso também, pois acabo assistindo coisas bem mais esclarecedoras e construtivas do que as que encontro no YouTube.

Um belo exemplo do que tem me feito gostar muito do que vejo no GoogleVídeo é o filme Zeitgeist, que é contundente, dá uma certa depressão mas pelo menos traz algum conhecimento, bem mais nobre do que assistir gente se machucando no YouTube.

Performance artística com painel interativo

Sexta-feira, Janeiro 11th, 2008

Pra começar o post primeiramente Feliz 2008 a todos. Fiquei um longo tempo sem postar nada, pois estava atolado de mais, e acabei perdendo o ritmo, mas pretendo não deixar isso acontecer de novo.
Desculpas à parte o assunto do post são esses vídeos abaixo que são trechos tirados da apresentação performática do artista alemão Jaap Blonk, que têm um aspecto muito interessante de integração da arte com a tecnologia. A interação me parece ser feita com Flash e sensores infravermelhos para detecção de movimento, e ainda a captação de som para a verificação de variações de intensidade e freqüência. O resultado visual é bem legal, o sonoro nem tanto, já que de fato eu acho um saco esses pseudo-músicos que produzem barulho e chamam de música, mas acredito que uma pessoa surda acharia o espetáculo válido.

Essa “fórmula” por assim dizer pode ser aproveitada em ações interativas como a da Adobe, mas com esse plus da utilização do som.

Evento “Negócios Bancários no Second Life”

Quinta-feira, Novembro 22nd, 2007

Vou fazer um resumo do que rolou, por que como no geral foi muito superficial não tenho muitoque falar.

Marcos Caetano do Unibanco começa o evento falando sobre qual o objetivo do Unibanco ao entrar no SL afirmando que não havia maior objetivo do que “estar lá” para continuar alinhado com a postura do banco de pioneirismo, assim como no serviço de banco por telefone no 30 horas etc. Frizou que o investimento para uma ação como essa (dezenas de milhares de reais, como ele mesmo disse) é irrisório para uma empresa do porte do Unibanco e o potencial latente da ferramenta é muito maior do este valor, considerando que se tem mais prejuízo não apostando em novos canais do que, investindo e não tendo retorno, citou o que teria acontecido se tivesse desistido do banco 30 horas quando disseram, “mas niguem usa banco por telefone”. Do mais a palestra não passou de um incentivo ao “me too” em novas mídias, com um certo embasamento. Um ponto de discordância entre o discurso e a realidade foi o comentário “o celular será um ponto de convergência de comunicação, com internet, filmes, e-mail, etc”, isso enquanto eu twittava sobre a palestra dele, aí pensei com meus botões, acho que ele está um pouco desinformado usando a palavra “será, ou ele acha que estou usando uma versão Beta do N95?

Na sequência Elaine Coimbra da Foster começou a sua apresentação perguntando quem era residente do SL, o único que levantou a mão fui eu. Aí a minha impressão de que eu estava no lugar errado se confirmou. Eu já estava desconfiado por ser o único homem que não estava de terno :). A apresentação dela foi bem confusa, com gaguejos a rodo, fecha PPT mostra Vídeo, abre PPT de novo, num esquema bem mambembe que deu pouca credibilidade, ao meu ver. Depois começou com cases como o do U2, Anshe Chung, Adidas e afins, nada novo, pelo menos pra mim, mas quem estava lá parecia ver isso pela primeira vez.

Coffee, com uns lanchinhos de presunto parma, vários docinhos apetitosos e morangos frescos com chocolate, que até aquele momento tinha sido a melhor parte do evento.

Começa a palestra do Gil Giardelli da Permission, que começou bem com algumas conclusões mais contundentes sobre o SL, dizendo que tudo lá era vazio, que o show do U2 é um case do SL mas tinham 12 pessoas lá e que a impressão de todos que entram é de que é um lugar abandonado, e não está nada errado. Pra mim a melhor participação do evento, que apesar de ter desencorajado alguma empresas a entrar no SL, ensinou que se vai entrar entra direito, que entrar por entrar é jogar dinheiro no mato. Fechou com o vídeo “Prometeus” (abaixo), que apesar de repeteco ainda gosto muito.

O engraçado é perceber que no geral a grande maioria das pessoas envolvidas com internet nos clientes é completamente desinformada sobre a mesma. Um cidadão (do Bradesco) falou que ouviu muito falardessa web 2.0 mas ainda não viu diferença nenhuma na internet dele. Ou seja, as pessoas que estavam num evento de Second Life, mal compreendem o conceito de Web 2.0, o que mostra o gigantesco abismo que separa a teoria da prática nesses casos. O maior passo a tomar em relação aos clientes nesse momento de mudanças bruscas é a catequese. Colocar cliente em evento como o Intercom, fazê-lo ler sobre novas tecnologias, novas mídias, web 2.0. Ou seja, fazê-lo entender do que você está falando com um empurrãozinho, é claro.